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Para
que serve o cupim?
O cupim tem grande importância
no equilíbrio biológico do ecossistema, pois
sua ação se faz necessária para a manutenção
da fertilidade do solo nas grandes florestas, na medida
em que decompoem e transforma em material fertilizante os
troncos envelhecidos, contribuindo para a perpetuação
e conservação dos elementos da natureza. Mas
quando ele se faz presente nas áreas habitada pelo
homem, destruindo o seu patrimônio, faz-se necessário
adotar medidas de controle e prevenção, para
evitar ou amenizar os prejuízos quase sempre sérios
que uma infestação de cupim causam.
Como
vive o cupim?
Os cupins são insetos
sociais. Vivem em colônias, semelhantes às
formigas e abelhas. São insetos organizados e em
cuja estrutura social cada um tem uma parcela de responsabilidade,
sempre visando a perpetuação da espécie.
Como
se constitui suas colônias?
Possuem rainha e rei, cujas únicas
funções são acasalar e por ovos. Há
rainhas que chegam a botar 3 milhões de ovos por
ano. A rainha vive de 25 a 50 anos. Os ovos têm 3
mm de comprimento e ficam incubados por 2 semanas sob os
cuidados dos cupins-operários.
Após o nascimento, as ninfas se alimentam de resíduos
regurgitados pelos operários, por aproximadamente
2 semanas; depois de uma série de estágios
de crescimento, assumem uma determinada posição
nas castas como operários e soldados.
Estéreis e cegos, os cupins-operários são
ávidos por celulose, o alimento básico para
toda a colônia. No aparelho digestivo do cupim existe
um protozoário (Trichonimpha) que digere a celulose
transformando-a em alimento e energia que mantêm os
cupins. Alguns operários também atuam na segurança
da rainha, seus ovos e ninfas. Trabalham 24 horas por dia,
perfurando o interior das madeiras.
No seu estágio de crescimento, o cupim-soldado adquire
uma blindagem na cabeça, bem como grandes e fortes
mandíbulas. Ele está geneticamente preparado
para defender a colônia dos inimigos, especialmente
formigas.
Como
surge novas infestações?
Para a perpetuação
da espécie, milhares de cupins são "eleitos",
por meio de um processo hormonal, os machos e fêmeas
alados. Além das asas, o corpo dos "eleitos"
passa por uma transformação, com o tegumento
(revestimento interno) ficando escurecido. Eles ficam "guardados"
nos ninhos por períodos variáveis, que podem
durar meses.
Quando ocorre uma situação climática
favorável (no Brasil, entre setembro e dezembro),
eles são liberados. Todos os reprodutores e as reprodutoras
adultos deixam a colônia simultaneamente. Após
um período de revoada, onde são conhecidos
como "aleluias" ou "siriris", perdem
as asas e, junto com seus parceiros, penetram em frestas
ou furos de madeiras e iniciam o processo de acasalamento,
fundando novas colônias, onde serão rei e rainha.
Quantas
são as espécies de cupins?
Existe uma infinidade de espécies
de cupins na cidade, mas apenas duas têm grande importância
na área urbana de São Paulo; o Coptotermes
haviland (cupim de solo ou subterrâneo) e o Cryptotermes
brevis (cupim de madeira seca).
Os cupins de solo invadem casas e edifícios, através
de rachaduras, redes hidráulica e elétrica,
devorando moveis, assoalhos, livros, capas de cabos elétricos
etc. Quando os moradores detectam o problema, significa
que a infestação já atingiu graus alarmantes,
não adiantando uma aplicação superficial,
pois não iria eliminar o restante da colônia,
apenas alguns operários.
Do
que o cupim se alimenta?
A sua alimentação
básica é a celulose encontrada nas plantas
e de forma abundante na madeira, papel etc.
Outros materiais também podem ser destruídos,
tais como plástico, gesso, alvenaria, mas a destruição
existe porque a colônia sai à procura de celulose
encontrada em fibras vegetais e por conseqüência
destrói tudo o que obstrui o seu caminho. Além
disto, os operários, enquanto digerem a celulose,
vão construindo verdadeiras florestas de saliva e
madeira decomposta, conhecida tecnicamente como floresta
de fungos. Com a existência dessas florestas, os cupins
podem também controlar a umidade e a temperatura
do micro-clima da colônia. A conseqüência
é o apodrecimento da madeira provocado pelos fungos.
Como
se combate o cupim?
São vários os sistemas
de combate ao cupim, onde o objetivo é chegar-se
até onde ele se encontra. O principal método
é o da infiltração do cupinicida no
interior da madeira, através de injeções
do produto nos furos feitos pelos cupins até a completa
saturação dos canais. Pulverização
das superfícies para absorção dos produtos
também é utilizada. Nos dutos elétricos,
por onde os cupins se deslocam, é utilizado sistema
em pó, que não interfere no sistema elétrico,
com saturação dos conduites e caixas de passagem.
Há casos ainda, onde é necessária a
formação de barreira química no subsolo
da edificação, de modo a atingir-se os canais
subterrâneos e proteger o imóvel de novas infestações.
Esta barreira é formada com aplicação
do cupinicida em pontos estratégicos do solo, dentro
e fora da edificação.
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